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Agroindústrias de Rondônia são beneficiadas com instalação de kits fotovoltaicos



Esta é a primeira vez que agroindústrias de Rondônia recebem apoio direto, a partir de investimentos do terceiro setor, com a instalação de kits de Sistemas fotovoltaicos (energia solar) para suprir a demanda de energia dos equipamentos utilizados na fabricação dos produtos a partir de uma fonte energética limpa, renovável e sem custo para o produtor.


As nove agroindústrias contempladas, sete nesta primeira etapa de instalação, são geridas por agricultores familiares e atendem a critérios que possibilitam ao Energias Renováveis da Amazônia, projeto realizado pelo Centro de Estudos Rioterra, ser vetor de transformação social diretamente para 09 famílias e indiretamente para mais de 30 famílias que vivem da produção agrícola nos municípios de Cujubim, Itapuã do Oeste e Rio Crespo, contribuindo para o desenvolvimento desses negócios com foco na geração e distribuição de renda.


Uma agroindústria é produtora de polpas de frutas, quatro fabricam produtos derivados de leite, como queijos e iogurtes, uma é fabricante de pães e outra de farinhas derivadas da mandioca. Todas compram matéria-prima de outras famílias de agricultores da região, o que possibilita a fixação dessas pessoas no campo e a redução de vulnerabilidades econômicas e sociais da comunidade, ampliando as oportunidades de geração de renda para todos.


“Esta iniciativa tem o benefício de também promover a expansão de um modelo de atividade produtiva de baixo impacto ambiental. Ao implementar nas propriedades rurais fontes de energia limpa e renovável, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, estamos contribuindo no combate aos impactos causados pelo aquecimento global”, destaca Alexandre Queiroz, coordenador de Educação do CES Rioterra e gestor do Projeto ERA.


Famílias beneficiadas


Com um gasto de mais de R$ 1.100,00 por mês em energia elétrica no funcionamento de sua agroindústria de polpas de frutas, a agricultora familiar Cristina Alves recebeu com entusiasmo a oportunidade de substituir sua fonte de energia pelo Kit de sistema fotovoltaico.


“Nossos gastos são altos principalmente com energia e combustível. Com a energia solar, além da questão de ser uma fonte de energia melhor para conservar o meio ambiente, também poderemos economizar nos gastos e investir esse dinheiro em formas de ampliar a produção e ter uma margem de lucro melhor”, observa Cristina Alves.


Com uma produção de mais de 300 quilos de polpa de frutas por dia, como acerola, cupuaçu, goiaba, cacau e graviola, o trabalho na agroindústria de Cristina é feito de forma agroecológica por ela, o marido Adalto, e a ajuda dos dois netos que moram com eles.


“Além de cumprirmos com as normas sanitárias do jeito que fomos orientados pela Vigilância Sanitária que faz a fiscalização aqui, o mais importante na qualidade de nosso produto é que no plantio das frutas usamos apenas defensivos e processos agroecológicos para termos um produto final orgânico e de alto valor nutritivo”, complementa Cristina.


Como vai funcionar


Após a instalação dos equipamentos, profissionais do CES Rioterra irão acompanhar essas agroindústrias para que o recurso economizado da energia elétrica seja revertido em benefícios diretos para o negócio.


“Os valores podem ser direcionados para a criação de capital de giro; investidos em tecnologias para otimizar a produção e diminuir o custo final do produto, melhorando sua competitividade no mercado; ou para melhorar características de qualidade e agregar valor ao produto final. Enfim, há muitas possibilidades e vamos apoiá-los para a melhor tomada de decisão em cada etapa”, explica Queiroz.


O Energias Renováveis da Amazônia é realizado pelo Centro de Estudos Rioterra em parceria com a instituição alemã MISEREOR. Projeto que há cinco anos vem apoiando o desenvolvimento econômico e social de forma ambientalmente sustentável de agricultoras familiares do Estado com instalação de sistemas energéticos sustentáveis em propriedades rurais.


Desde de 2018, 28 kits biodigestores já foram instalados e outros 12 serão instalados ainda este ano em propriedades da agricultura familiar para a produção de biogás e biofertilizante, melhorando as condições sociais, econômicas e de saúde da mulher no campo, além de contribuir para a igualdade de gênero, empoderamento feminino e no combate às mudanças climáticas.


Por: Malu Calixto - Assessora de Comunicação

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