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Lebrinha defende unificação do protocolo de tratamento da covid-19 em todos os municípios



Em reunião entre gestores municipais de Saúde, autoridades em saúde, e representantes da classe médica, de enfermagem e farmacêutica, se debateu sobre os protocolos de atendimento e tratamento da covid-19 na atenção básica pelos municípios de Rondônia, com a utilização da cloroquina ou hidroxicloroquina, assim como, farmacológicas de alguns antivirais, antiparasitários, corticóides e anticoagulantes. A reunião ocorreu por meio de videoconferência e reuniu cerca de 60 profissionais entre entre médicos, farmacêuticos, enfermeiros e secretários municipais de saúde. A presidente da AROM, Gislaine Clemente (Lebrinha) foi convidada a participar.


Diante do índice crescente de casos para o estágio mais grave da doença e da superlotação dos leitos de UTIs no Estado, a presidente da AROM enfatizou a necessidade de uma unificação nos protocolos de atendimento e de tratamento da covid-19 por todos os municípios, nos atendimentos iniciais (Atenção Básica).


O posicionamento da Lebrinha vem de encontro com o posicionamento do CREMERO – Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia, que publicou nota orientando médicos envolvidos no combate ao coronavírus. “ É essencial uma unificação neste momento de sobrecarga das UTIs e, principalmente a sua implementação no atendimento da atenção básica, que tem se demonstrado eficiente em diversos municípios de Rondônia e do Brasil, reduzindo consideravelmente o número de internações. O CREMERO, com este posicionamento, traz maior segurança e compartilha desta boa prática com os profissionais da área médica”, destaca a municipalista.



A utilização de cloroquina e hodroxicloroquina em pacientes nos estágios iniciais da infecção por coronavírus, e em dosagens mais baixas, é um protocolo do Ministério da Saúde e, em Rondônia, diversos municípios já utilizam os medicamentos no tratamento da doença, em especial em Ariquemes e São Francisco do Guaporé.


O posicionamento do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) fortalece as ações para o combate inicial com uso dos medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com sintomas iniciais da covid-19. Por meio de nota, a entidade de classe ainda informou que o médico que utilizar os fármacos não cometerá falta ética e destacou que os profissionais precisam ter autonomia para avaliar cada caso.


Nesse sentido, o CREMERO destaca o parecer CFM nº 04/2020, do Conselho Federal de Medicina, em que “Diante da excepcionalidade da situação e durante o período declarado da pandemia, não cometerá infração ética o médico que utilizar a cloroquina ou hidroxicloroquina, nos termos expostos, em pacientes portadores da COVID-19.”


Desta forma, a Associação Rondoniense de Municípios (AROM) destaca que o uniformização do conselho de classe da categoria respalda possíveis controvérsias sobre o assunto, garantindo uma possibilidade a mais de tratamento para as pessoas que estão acometidas com a doença.


Participaram da reunião, representantes do Associação Rondoniense de Municípios (AROM), Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO), Conselho de Secretarias Municipais Saúde em Rondônia (COSEMS/RO), Sindicato dos Médicos de Rondônia, Superintendência Estadual do Ministério da Saúde em Rondônia (SEMS)  e gestores municipais de Saúde.


Assessoria

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