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IBAMA declara pirarucu como espécie exótica invasora fora de área natural no Vale do Guaporé

  • Foto do escritor: Guaporé News
    Guaporé News
  • há 18 horas
  • 2 min de leitura

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou, em 17 de março de 2026, a Instrução Normativa nº 7, que estabelece novas diretrizes para o manejo do pirarucu fora de sua área de ocorrência natural. A medida tem impacto direto na região do Vale do Guaporé, em Rondônia.


De acordo com a normativa, o Pirarucu passa a ser considerado uma espécie exótica invasora quando identificado fora de sua distribuição natural. Isso significa que, embora seja nativo da Amazônia, sua presença em determinados ambientes — como áreas específicas do Vale do Guaporé — pode representar riscos ecológicos.



Entenda a mudança



O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo e possui importância econômica e cultural na região amazônica. No entanto, quando introduzido em ecossistemas onde não ocorre naturalmente, pode causar desequilíbrios ambientais, como:


  • Competição com espécies nativas

  • Alterações na cadeia alimentar

  • Impactos na biodiversidade local



A normativa do Ibama reconhece que determinadas áreas do Vale do Guaporé possuem características ecológicas distintas, o que justifica o controle mais rigoroso da espécie nesses locais.



Regras e implicações



A Instrução Normativa nº 7/2026 estabelece que:


  • A presença do pirarucu fora de sua área natural deve ser monitorada

  • Podem ser adotadas medidas de controle e manejo

  • A criação e o transporte da espécie devem seguir critérios ambientais específicos

  • Atividades irregulares podem estar sujeitas a sanções ambientais



Além disso, órgãos ambientais estaduais e produtores rurais deverão se adequar às novas regras, principalmente no que diz respeito à piscicultura.



Impacto para Rondônia



No Rondônia, especialmente no Vale do Guaporé, a medida pode afetar produtores que utilizam o pirarucu em sistemas de cultivo. Especialistas apontam que será necessário reforçar o licenciamento ambiental e adotar práticas que evitem a dispersão da espécie em ambientes naturais não autorizados.


Por outro lado, a normativa também é vista como uma ação preventiva importante para proteger a biodiversidade regional e garantir o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.



Equilíbrio entre produção e preservação



A decisão do Ibama reforça o desafio de conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental. O pirarucu continua sendo uma espécie de alto valor comercial, mas seu manejo exige responsabilidade para evitar impactos negativos.


A expectativa é que a nova regulamentação promova maior controle e sustentabilidade na atividade aquícola, ao mesmo tempo em que preserva os recursos naturais da região.

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